sexta-feira, 7 de maio de 2010
O sintoma
Escrito por Renata Santiago. Estudante de Moda, ótima estilista e pensadora. Adora desmembrar sentidos e identidades por trás das complexas entrelinhas da vida. No twitter é @modaparamim|

Concluindo o caso:
A COELHA ou A roupa como marca materna
A roupa assume aqui dois papéis distintos: oor um lado, participa da determinação da identidade sexual, por outro, permite o reconhecimento da criança pelos pais. Sob esse aspecto, a história da coelha que não reconhece mais o filhote é um eco inquietante do caso da mãe que não reconhece sua filha.
(...)
Mas, para além da materialidade da roupa, é o que ela traduz dos desejos parentais que a criança percebe. Ela é vestida passivamente pelos pais durante os primeiros anos de sua vida. Suas roupas são uma oportunidade para eles exprimirem seus desejos e projeções a seu respeito, em particular no que se refere à sua identidade sexual. Quantos garotinhos com longos cabelos cacheados e blusinhas rendadas refletiram, aos olhos fascinados de seus pais, a menininha que poderiam ter sido? Quantas garotinhas se conformaram à imagem do "menino que deu errado"? Mas errado para quem? Para a mãe, cujo desejo volta, à revelia dela, para se inscrever no corpo da criança? Para o pai, que deseja em seu foro íntimo o prolongamento da linhagem masculina?
(...)
Em certa medida, a roupa oferece aos pais a ilusão de descobrir o filho ideal que eles têm em mente. Esse travestimento satisfaz parcialmente o pai, de uma forma inconsciente, a verdadeira identidade de sua filha. Em geral, o adulto consegue estabelecer uma distância entre a satisfação de seu desejo e a realidade - mas e quanto à criança? Esta é, desde o início da vida, joguete de uma encruzilhada de desejos e projeções identificatória de seus pais. A roupa desempenha um papel, pois pode revelar em parte essas tramas inconscientes que se passam ao redor da criança.
(...)
Assim, a suntuosidade de um traje exprime para ela o orgulho de seus pais, um ideal de êxito, como se ela devesse dar conta de promessas que eles próprios talvez não tenham sido capazes de cumprir.
A orientação sexual de sua roupa a informa sobre o sexo do filho que seu pai ou sua mão desejavam. Essas diversas informações são trocadas inconscientemente, mas pouco a pouco vão constituindo em torno da criança um tecido de desejos parentais, de modelos identificatórios nos quais ela terá de se apoiar para construir suas próprias referências.
(...)
Porém, em certos casos patológicos, quanto a auto-confiança da criança é muito frágil, ou a pressão do desejo exterior muito forte e pouco diversificada, o leque de possibilidades da criança se reduz, podendo acarretar graves distúrbios identitários.
(...)
Mãe e criança formam então um par que as isola do resto do mundo.
A intervenção de um terceiro termo nesse universo, por exemplo através da escolha da roupa, pode verificar-se problemática: se o laço entre a mãe e a criança é frágile depende de suportes externos como a roupa ou os cuidados, a mãe corre o risco de se sentir confiscada e, até mesmo, em um caso extremo, de não mais reconhecer seu filho como tal.
(...)
A roupa é então a marca da mãe sobre a criança, o signo de seu usufruto. Qualquer afastamento é vivido como impossível, perigoso, na relação louca com sua filha.
(...)
O que se dá nesse curto instante é caso de vida ou morte: será que ela vai reconhecer sua filhinha ou rejeitá-la, destinando-a a uma morte simbólica como o coelhinho da história?
(...)
Na maioria das vezes, o pai intervém de uma forma um pouco diferente entre a mãe e a criança. Ele se opõe à relação exclusiva delas ao designar a mãe como sua companhia no âmago do casal parental. Ao desvelar a mulher por trás da mãe, ele a põe fora do alcance da criança, introduzindo a distância benéfica da triangulação da relação. Ele marca o interdito e envolve a criança em uma relação estruturante com a lei.
Talvez esse homem seja feito à imagem dos pais modernos, pouco propensos, dizem, a proibir e frustrar os filhos, com medo de perder seu amor - perda que abalaria seu frágil narcisismo - , e concorrendo então com a mãe nos cuidados dispensados à criança.
Demais, não?
fonte: Dispa-me! O que nossa roupa diz sober nós
Catherine Joubert & Sarah Stern
Vamos pensar a psicanálise
Escrito por Renata Santiago. Estudante de Moda, ótima estilista e pensadora. Adora desmembrar sentidos e identidades por trás das complexas entrelinhas da vida. No twitter é @modaparamim|
Surpreendam-se! Boa leitura!

A COELHA ou A roupa como marca materna
Eu não gostava de bonecas. Elas me incomodavam com seu olhar calmo e aspecto de crianças-modelo. Quando descobria uma entre meus presentes, repelia imediatamente a intrusa para longe a fim de me concentrar em brinquedos mais interessantes: uma cabana de índio, um kart de pedais. Meu avô parecia quase tão interessado quanto eu pela máquina, ajustando com cuidado o comprimento dos pedais para as minhas perninhas de criança.
Eu tolerava apenas os bichos de pelúcia para acompanhar minhas noites, sem preferir na verdade nenhum em especial: o lugar já era ocupado por uma coberta suave e amarrotada que eu não deixava que lavassem.
Quanto às bonecas, iam direto para a caixa de brinquedos. Eu só tirava dali em último caso, nas longas tardes de verão. O que elas tinham de mais interessante eram os pequenos tufos dos cabelos, no interior do crânio, depois de arrancada a cabeça. Eu me perguntava, perplexa, se acontecia o mesmo dentro das outras cabeças, das pessoas próximas a mim, que constituíam meu universo familiar. Minha irmão, por exemplo, seis anos mais velha, tinha cabelos compridos que eu invejava, ao passo que eu continuava a usar cabelos curtos como um garotinho. Talvez, no interior do crânio dela, os tufos não fossem maiores que os meus, mas eu não tinha como verificar.
Na época, era como seu tivesse me resignado a uma aparência de "menino que deu errado" - que havia sido inaugurada com grande pompa num sábado de outono.
É uma das minhas primeiras recordações: eu ainda não ia à escola, e meu pai costumava ficar comigo nas manhãs de sábado, na ausência da minha mãe, que ía trabalhar.
Em geral ficávamos tranquilamente em casa, um em frente ao outro, concentrados em nossas respectivas atividades. Eu o vigiava com o canto dos olhos, não plenamente sossegada com aquela presença familiar pouco habital, a preocupação às vezes dando lugar a certa exaltação, primícias de uma aventura que estaria por vir. A aventura começou de repente, no dia em que ele decidiu, sem aviso prévio, comprar algumas roupas para "fazer uma surpresa para a mamãe". Saímos eu e ele.
Não me lembro da loja chique de roupas para criañças aonde fomos naquele dia. Em compensação, guardo na memória a cena da nossa volta para casa.
Mamãe nos espiava pela janela, preocupada com a nossa ausência. Ao entrar pelo quintal, papai apontou para a janela para mim e agitou os braços. Ela nos olhava, incrédula, sem responder aos nossos sinais, e alguma coisa em sua atitude impressionou minha alma de criança.
Alguma coisa nova, nunca vista. Ela, que em geral corria para nos receber de braços abertos, ficou subitamente imóvel, congelada, sem reação. Continuava a nos fitar, suspensa, na expectativa, e todo o Universo junto com ela.. Lá embaixo, sob o fogo gelado daquele olhar, cambaleei à beira do abismo, hesitante, aterrorizada, contida a duras penas pela mão de meu pai.
De repente eu me sentia inexistente, perplexa com sua ausência de movimentos, com sua sideração inesperada, que me remetia à minha ausência em seu olhar e no mundo. Mas o rosto ela, apesar de tão familiar, permanecia fechado, sem a receptividade de seu sorriso.
Esse curtíssimo instante durou uma eternidade. Quando finalmente me reconheceu, vestida com minhas roupas novas, seu grito e alegria mal conseguiu amenizar o meu pavor. O gorrinho de veludo, combinando com o sobretudo e a calça comprida cinzenta, transformava sua querida filha em uma estranha.
O desfecho foi ainda mais espetacular. Ela correu pela escada ao nosso encontro, inundando o espaço sonoro com gritos e palavras que arrebentavam sobre mim como uma onda de afagos e carinhos, apalpadelas, colocando e tirando o gorrinho. "Um garotinho perfeito"! Meu pai parecia satisfeito, eu estava horrorizada.
Alguns anos mais tarde, senti um interesse muito particular pelos coelhos na fazenda da minha tia. Além do meu fascínio por aquele comportamento sexual frenético, tinha grande curiosidade por outra singularidade deles. Haviam-me proibido formalmente de tocar nos filhotes antes que tivessem atingido um determinado tamanho; mas mesmo assim fiz um teste, e observei que, quando retirados da coelheira e matidos por alguns instantes nas mãos, eles viviam, ao voltarem para a gaiola, uma cruel experiência: a mãe aproximava-se deles, desconfiada, e alguns instantes depois eles boiavam, inertes, em sua tigela de água.
-------------------
Continua amanhã. Com toda a moral da história. Aguardem!
Boa noite, beijos, fui!
fonte: Dispa-me! O que nossa roupa diz sober nós
Catherine Joubert & Sarah Stern

A COELHA ou A roupa como marca materna
Eu não gostava de bonecas. Elas me incomodavam com seu olhar calmo e aspecto de crianças-modelo. Quando descobria uma entre meus presentes, repelia imediatamente a intrusa para longe a fim de me concentrar em brinquedos mais interessantes: uma cabana de índio, um kart de pedais. Meu avô parecia quase tão interessado quanto eu pela máquina, ajustando com cuidado o comprimento dos pedais para as minhas perninhas de criança.
Eu tolerava apenas os bichos de pelúcia para acompanhar minhas noites, sem preferir na verdade nenhum em especial: o lugar já era ocupado por uma coberta suave e amarrotada que eu não deixava que lavassem.
Quanto às bonecas, iam direto para a caixa de brinquedos. Eu só tirava dali em último caso, nas longas tardes de verão. O que elas tinham de mais interessante eram os pequenos tufos dos cabelos, no interior do crânio, depois de arrancada a cabeça. Eu me perguntava, perplexa, se acontecia o mesmo dentro das outras cabeças, das pessoas próximas a mim, que constituíam meu universo familiar. Minha irmão, por exemplo, seis anos mais velha, tinha cabelos compridos que eu invejava, ao passo que eu continuava a usar cabelos curtos como um garotinho. Talvez, no interior do crânio dela, os tufos não fossem maiores que os meus, mas eu não tinha como verificar.
Na época, era como seu tivesse me resignado a uma aparência de "menino que deu errado" - que havia sido inaugurada com grande pompa num sábado de outono.
É uma das minhas primeiras recordações: eu ainda não ia à escola, e meu pai costumava ficar comigo nas manhãs de sábado, na ausência da minha mãe, que ía trabalhar.
Em geral ficávamos tranquilamente em casa, um em frente ao outro, concentrados em nossas respectivas atividades. Eu o vigiava com o canto dos olhos, não plenamente sossegada com aquela presença familiar pouco habital, a preocupação às vezes dando lugar a certa exaltação, primícias de uma aventura que estaria por vir. A aventura começou de repente, no dia em que ele decidiu, sem aviso prévio, comprar algumas roupas para "fazer uma surpresa para a mamãe". Saímos eu e ele.
Não me lembro da loja chique de roupas para criañças aonde fomos naquele dia. Em compensação, guardo na memória a cena da nossa volta para casa.
Mamãe nos espiava pela janela, preocupada com a nossa ausência. Ao entrar pelo quintal, papai apontou para a janela para mim e agitou os braços. Ela nos olhava, incrédula, sem responder aos nossos sinais, e alguma coisa em sua atitude impressionou minha alma de criança.
Alguma coisa nova, nunca vista. Ela, que em geral corria para nos receber de braços abertos, ficou subitamente imóvel, congelada, sem reação. Continuava a nos fitar, suspensa, na expectativa, e todo o Universo junto com ela.. Lá embaixo, sob o fogo gelado daquele olhar, cambaleei à beira do abismo, hesitante, aterrorizada, contida a duras penas pela mão de meu pai.
De repente eu me sentia inexistente, perplexa com sua ausência de movimentos, com sua sideração inesperada, que me remetia à minha ausência em seu olhar e no mundo. Mas o rosto ela, apesar de tão familiar, permanecia fechado, sem a receptividade de seu sorriso.
Esse curtíssimo instante durou uma eternidade. Quando finalmente me reconheceu, vestida com minhas roupas novas, seu grito e alegria mal conseguiu amenizar o meu pavor. O gorrinho de veludo, combinando com o sobretudo e a calça comprida cinzenta, transformava sua querida filha em uma estranha.
O desfecho foi ainda mais espetacular. Ela correu pela escada ao nosso encontro, inundando o espaço sonoro com gritos e palavras que arrebentavam sobre mim como uma onda de afagos e carinhos, apalpadelas, colocando e tirando o gorrinho. "Um garotinho perfeito"! Meu pai parecia satisfeito, eu estava horrorizada.
Alguns anos mais tarde, senti um interesse muito particular pelos coelhos na fazenda da minha tia. Além do meu fascínio por aquele comportamento sexual frenético, tinha grande curiosidade por outra singularidade deles. Haviam-me proibido formalmente de tocar nos filhotes antes que tivessem atingido um determinado tamanho; mas mesmo assim fiz um teste, e observei que, quando retirados da coelheira e matidos por alguns instantes nas mãos, eles viviam, ao voltarem para a gaiola, uma cruel experiência: a mãe aproximava-se deles, desconfiada, e alguns instantes depois eles boiavam, inertes, em sua tigela de água.
-------------------
Continua amanhã. Com toda a moral da história. Aguardem!
Boa noite, beijos, fui!
fonte: Dispa-me! O que nossa roupa diz sober nós
Catherine Joubert & Sarah Stern
Profissão Moda lança REVISTA
Escrito por Renata Santiago. Estudante de Moda, ótima estilista e pensadora. Adora desmembrar sentidos e identidades por trás das complexas entrelinhas da vida. No twitter é @modaparamim|

Gente, hoje é o tão aguardado lançamento da REVISTA PROFISSÃO MODA!
Promete ser uma noite super fashion e cheia de novidades interessantes. Parabéns ao profissão moda, sempre inovando e movimentando a cena fashion de nossa cidade.
Eu adoro vocês!!!!!
Imperdível!
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Direto do MET
Escrito por Renata Santiago. Estudante de Moda, ótima estilista e pensadora. Adora desmembrar sentidos e identidades por trás das complexas entrelinhas da vida. No twitter é @modaparamim|
O tradicional baile de gala promovido por Anna Wintour, editora da "Vogue America", aconteceu ontem no Metropolitan Museum of Art, em Nova York.

(Anna Wintour de Chanel Haute Couture com Bee Shaffer de Balenciaga)
Com o tema “American Woman: Fashioning a National Indentity” (homenagem para as mulheres americanas mais importantes de 1890 a 1940), o MET lançou uma exposição preciosa, com roupas e acessórios memoráveis. Ex: peças exclusivas de Charles Frederick Worth, Paul Poiret, Madame Vionnet, Jeanne Lanvin, Madame Grès e Chanel.
A exposição acontecerá de 05 de maio a 15 de agosto.
Adoro esses eventos porque é neles que podemos observar os looks que acabaram de sair das passarelas na vida real. E nesse quesito, o MET é perfeito, pois dele sempre participam os tops celebrities do momento: estilistas, atores e atrizes, músicos, modelos e por aí vai.

(Kristen Stewart de Chanel Haute Couture)
Dentre os 102 looks que analisei, fiz um TOP 10 com os melhores looks que encontrei.
10) Alexa Chung de e com Phillip Lim.

9) Francisco Costa com Diane Kruger de Calvin Klein.

8) Brooke Shields de e com Michael Korks.

7) Jessica Biel de Ralph Lauren e Justin Timberlake.

6) Rachel Bilson de Louis Vuitton.

5) Bar Refaeli de Rag & Bone.

4) Emma Watson de Burberry com Christopher Bailey, estilista da marca.

3) Gisele Bündchen de Alexander Wang e Tom Brady de Tom Ford.

2) Sienna Miller de Emilio Pucci e Jude Law.

1) Alessandra Ambrósio de Versace

Vale uma Faixa Bônus?
1.1) Coco Rocha de Zac Posen.

Qual o número do seu look preferido???

(Anna Wintour de Chanel Haute Couture com Bee Shaffer de Balenciaga)
Com o tema “American Woman: Fashioning a National Indentity” (homenagem para as mulheres americanas mais importantes de 1890 a 1940), o MET lançou uma exposição preciosa, com roupas e acessórios memoráveis. Ex: peças exclusivas de Charles Frederick Worth, Paul Poiret, Madame Vionnet, Jeanne Lanvin, Madame Grès e Chanel.
A exposição acontecerá de 05 de maio a 15 de agosto.
Adoro esses eventos porque é neles que podemos observar os looks que acabaram de sair das passarelas na vida real. E nesse quesito, o MET é perfeito, pois dele sempre participam os tops celebrities do momento: estilistas, atores e atrizes, músicos, modelos e por aí vai.

(Kristen Stewart de Chanel Haute Couture)
Dentre os 102 looks que analisei, fiz um TOP 10 com os melhores looks que encontrei.
10) Alexa Chung de e com Phillip Lim.

9) Francisco Costa com Diane Kruger de Calvin Klein.

8) Brooke Shields de e com Michael Korks.

7) Jessica Biel de Ralph Lauren e Justin Timberlake.

6) Rachel Bilson de Louis Vuitton.

5) Bar Refaeli de Rag & Bone.

4) Emma Watson de Burberry com Christopher Bailey, estilista da marca.

3) Gisele Bündchen de Alexander Wang e Tom Brady de Tom Ford.

2) Sienna Miller de Emilio Pucci e Jude Law.

1) Alessandra Ambrósio de Versace

Vale uma Faixa Bônus?
1.1) Coco Rocha de Zac Posen.

Qual o número do seu look preferido???
terça-feira, 4 de maio de 2010
Decote V
Acho que todo mundo já sabe ou viu, que a nova sensação do momento em moda masculina é o decote em V. Pois é, há quem diga ser um pouco afeminado, há quem ache que é estilo, há quem ache que é super válido nesse calorzão louco que estamos passando no Brasil. Mas o fato é que a moda tá se espalhando e eu dou o maior apoio pra ela pegar!
O maior ícone dessa moda é o Fiuk, que só usa gola em V, mas outros famosos também já aderiram. E se não me falha a memória, Gianecchini também já usa há um bom tempo.
Nas passarelas desde a coleção primavera/ verão 2010...
Gostou?! Então corre e compra a sua. É tendência! ;)
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Respondendo ao comentário da leitora: Paula.
Escrito por Renata Santiago. Estudante de Moda, ótima estilista e pensadora. Adora desmembrar sentidos e identidades por trás das complexas entrelinhas da vida. No twitter é @modaparamim|
Olá queridos leitores do MorangosVA,
hoje recebemos o comentário de Paula e eu não poderia deixar de respondê-la, é claro. O Morangos VA tem a tradição e a identidade de não deixar nenhum leitor sem fala ou resposta.
Paula deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Cobertura DFB: Concurso de Novos Talentos II":
"Olá moranguinho, pelo o que parece você como estilista, é uma ótima jornalista crítica...mas acho que você antes de postar certos comentáios, deveria respeitar mais o trabalho dos outros. Não estou nem um pouco preocupada com os seus comentários, mas a partir do momento que você utilizou o nome da faculdade onde estudo, me ví prejudicada, principalmente como profissional. Você perguntou onde estava o nó do chico...e eu lhe respondo, o chico estava em qualquer lugar menos no trabalho apresentado pela UFC, por sinal um trabalho dignissimo, mas que fugiu totalmente do tema principal... Lembra?...dragão do mar.
Estou postando em nome de todos os alunos que passaram dia e noite trabalhando em cima desse projeto."
----
No caso, a moranguinho em questão sou eu. Eu, Renata Santiago, escrevi a seguinte matéria no dia 29 de Abril de 2010.
Confira a matéria Aqui!
Aqui vai a resposta:
Paula, mil desculpas! Mas jamais tive a intenção de desrepeitar o trabalho da equipe de SP. Apenas expressei a minha sincera e singela opinião de estilista e crítica de moda. Não acredito que o meu olhar prejudicará os estudantes e profissionais do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio - SP. Infelizmente ainda não tenho esse poder!

(Look Nós de Chico - SP)

(Look Dragão da Matilde, Chico do Mar - UFC)
Quanto ao desfile da UFC, instituição da qual sou aluna há 7 semestres, não temos muito o que discutir. É quase que unanimidade, gente. É ou não é? Me digam vocês. Foi exatamente por isso que ela ganhou: os alunos da UFC foram capaz de transformar as referências óbvias do tema em uma proposta altamente moderna e rica em memórias. Como disse e repito: uma verdadeira modern haute couture. Eles não fugiram do tema e sim, o transcenderam. Na minha opinião, deu UFC e Marista e ponto.
Paula, valorizo e parabenizo o trabalho da equipe de SP e de todas as outras. Sei muito bem como é participar de um concurso, fazer uma mini coleção e viver isso 24 hrs por dia. E sabe uma lição que aprendi nessa época? Quando nos mostramos, devemos estar preparados e até gostar das críticas. São elas que fazem a roda viva da moda girar.
Você não gostou do meu comentário, eu não gostei dos Nós de Chico. Estamos quites?
Liberdade de expressão vem primeiro. Nós blogueiros existimos é exatamente para isso: divulgar novos olhares. Diferente, autencidade.
Não, comigo não tem censura.
Beijos e estou aqui.
hoje recebemos o comentário de Paula e eu não poderia deixar de respondê-la, é claro. O Morangos VA tem a tradição e a identidade de não deixar nenhum leitor sem fala ou resposta.
Paula deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Cobertura DFB: Concurso de Novos Talentos II":
"Olá moranguinho, pelo o que parece você como estilista, é uma ótima jornalista crítica...mas acho que você antes de postar certos comentáios, deveria respeitar mais o trabalho dos outros. Não estou nem um pouco preocupada com os seus comentários, mas a partir do momento que você utilizou o nome da faculdade onde estudo, me ví prejudicada, principalmente como profissional. Você perguntou onde estava o nó do chico...e eu lhe respondo, o chico estava em qualquer lugar menos no trabalho apresentado pela UFC, por sinal um trabalho dignissimo, mas que fugiu totalmente do tema principal... Lembra?...dragão do mar.
Estou postando em nome de todos os alunos que passaram dia e noite trabalhando em cima desse projeto."
----
No caso, a moranguinho em questão sou eu. Eu, Renata Santiago, escrevi a seguinte matéria no dia 29 de Abril de 2010.
Confira a matéria Aqui!
Aqui vai a resposta:
Paula, mil desculpas! Mas jamais tive a intenção de desrepeitar o trabalho da equipe de SP. Apenas expressei a minha sincera e singela opinião de estilista e crítica de moda. Não acredito que o meu olhar prejudicará os estudantes e profissionais do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio - SP. Infelizmente ainda não tenho esse poder!

(Look Nós de Chico - SP)

(Look Dragão da Matilde, Chico do Mar - UFC)
Quanto ao desfile da UFC, instituição da qual sou aluna há 7 semestres, não temos muito o que discutir. É quase que unanimidade, gente. É ou não é? Me digam vocês. Foi exatamente por isso que ela ganhou: os alunos da UFC foram capaz de transformar as referências óbvias do tema em uma proposta altamente moderna e rica em memórias. Como disse e repito: uma verdadeira modern haute couture. Eles não fugiram do tema e sim, o transcenderam. Na minha opinião, deu UFC e Marista e ponto.
Paula, valorizo e parabenizo o trabalho da equipe de SP e de todas as outras. Sei muito bem como é participar de um concurso, fazer uma mini coleção e viver isso 24 hrs por dia. E sabe uma lição que aprendi nessa época? Quando nos mostramos, devemos estar preparados e até gostar das críticas. São elas que fazem a roda viva da moda girar.
Você não gostou do meu comentário, eu não gostei dos Nós de Chico. Estamos quites?
Liberdade de expressão vem primeiro. Nós blogueiros existimos é exatamente para isso: divulgar novos olhares. Diferente, autencidade.
Não, comigo não tem censura.
Beijos e estou aqui.
domingo, 2 de maio de 2010
Cobertura DFB: O calor Mar del Castro
Escrito por Renata Santiago. Estudante de Moda, ótima estilista e pensadora. Adora desmembrar sentidos e identidades por trás das complexas entrelinhas da vida. No twitter é @modaparamim|

A dupla de irmãos André e Rafhaela Castro foram revelados no Dragão. E desde lá, quanto já cresceram. O estilo forte e marcante do beachwear brasileiro está muito bem representado pela identidade Mar del Castro.

Não assisti ao desfile. Fiquei triste, porque deve ter sido lindo ver de perto esse mar de sensualidade. Quanta ousadia nas formas e motivos.

Conjunto para ele e ela em grande estilo:


As estampas florais em tons pastéis: deslumbrantes. Isso é o que eu chamo de um clássico moderno!


Pronto, agora o beachwear virou roupa de sair! Com esse calor que anda fazendo, eu mais do que aprovo.


Animal prints e poás neles!


Acho os looks Mar del Castro lindos, charmosos: "a cara do Ceará."
sábado, 1 de maio de 2010
Cobertura DFB: O sucesso do habitat chamado Handara
Escrito por Renata Santiago. Estudante de Moda, ótima estilista e pensadora. Adora desmembrar sentidos e identidades por trás das complexas entrelinhas da vida. No twitter é @modaparamim|

O desfile da Handara foi virtual, animado e futurista. Rápido, veloz e impactante, como os dias de hoje. E para enfrentar esses dias, a Handara oferece um cardápio de opções bem desejáveis.
A coleção toda é street, sensual, despojada, mas ultra feminina. A Handara apresentou divas e nômades modernos, jovens aventureiros em busca de seu lugar ao sol. Sexo.


Para eles, roupas provocativas, rasgadas, sujas, apertadas ou bem frouxas.

Para elas, pouco comprimento e muitas sobreposições. Aquele jogo de esconde-mostra que a Moda tanto gosta.


A paleta de cores é natural, animal, urbana e militar ao mesmo tempo.

Cores para eles, boyfriend para elas.


(Camisetas foram estampadas com animais em extinção como o periquito da cara suja, jaguatirica e o soldadinho araripe e também com espécies de plantas catalogadas pelo projeto Extinção é para Sempre; que preserva a biodiversidade da Caatinga. Parte das vendas será revertida para o projeto.)

O jeans com efeito manchado e desgastado é o hit do momento. Aliás, fiquei louca por um dirty-denimm da Handara (tingido por preto e terracota).

Um certo ar de desleixo e de remendo daqueles bem remendados. Mistério. Foi um sucesso e mais uma vez a marca Handara mostra que não está de brincadeira. Veio para ficar!
(Imagens: Roberta Braga - Site: profissaomoda.com.br)
Pied-de-poule
Escrito por Paula Peternella. Estudante de Moda e Direito. Baiana residente em Salvador, é a única Menina do Morango fora de Fortaleza. Ama a Shakira e roupas e cor "azul bic". No twitter é @paulapeternella|
A estampa pied-de-poule já foi a padronagem de muitos invernos passados e agora está de volta ao nosso guarda-roupas, meninas!!!
Essa padronagem foi criada no fim do século 19 para o guarda-roupa masculino e Mademoiselle Chanel trouxe para o universo feminino na década de 30. Agora está de volta tanto com a cor original (preto e branco) quanto em interpretações coloridas!
O legal é que podemos usar essa padronagem com diversas estampas, cores diferentes do padrão,com o couro, jeans...
Essa padronagem foi criada no fim do século 19 para o guarda-roupa masculino e Mademoiselle Chanel trouxe para o universo feminino na década de 30. Agora está de volta tanto com a cor original (preto e branco) quanto em interpretações coloridas!
O legal é que podemos usar essa padronagem com diversas estampas, cores diferentes do padrão,com o couro, jeans...
Assinar:
Postagens (Atom)
Newsletter
Quem Somos
Seguidores
Acontecidos
(12)
Beleza
(7)
Blogos
(2)
Comportamento
(14)
Descobrindo Brechos
(3)
Desfiles
(35)
Dicas
(32)
Editorial
(23)
Eventos
(69)
Filmes
(2)
Fortaleza
(33)
Fotos
(20)
Grandes Nomes
(2)
Lançamentos
(20)
MVA
(6)
Moda
(115)
Moda do Seculo
(7)
Música
(10)
NY
(3)
Opinião
(8)
Para Eles
(20)
blogs
(4)
desfiles; tendências;
(42)
estilistas
(14)
fashion rio
(26)
milão
(2)
spfw
(23)
tendências
(50)
tendências;
(3)
Jade Maranhão. Tecnologia do Blogger.








