quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Bridal Fashion Week - Noivas - 2011

(Marchesa)
Volta e meia tem casamento aqui no blog. Já disse para vocês que comecei a me interessar por moda desenhando vestidos de noiva para as minhas amigas do cursinho no Christus?



(Vera Wang)

A dica geral e de sempre: saia da mesmice, hoje em dia é muito fácil inovar em pequenos detalhes. Afinal, ninguém mais quer ser uma noiva e sim "A noiva".


(Carolina Herrera)

Surpreenda o seu noivo, os convidados e invista em um buquê divertido, mas que seja a sua cara. Escolha flores naturais e que sejam as preferidas.



(Carolina Herrera)

Os penteados podem ser tão importantes e decisivos quanto o vestido, não aceite qualquer um de revista.

(Vera Wang)


E o vestido, tem de ser aquele que faça o seu coração bater mais forte. Na igreja, na praia ou na serra, não existem mais regras ou códigos fixos. Acho até que o melhor figurino é aquele em que reconhecemos a personalidade da noiva de imediato. Pode ser em um toque de cor (sim, é claro que vale tudo no seu dia!) ou um detalhe diferente.



(Marchesa)



(Carolina Herrera)


Os acessórios: brincos e colares. Pulseira, anel? Talvez.. acho mais digno entrar sem nada!

Curte um chapéu? Vá em frente!

(Carolina Herrera)


Confiram as minhas apostas da Bridal Fashion Week, a semana de moda nupcial, direto de Nova York.

A tendência? Inspiração na silhueta das melindrosas da década de 1920.


(Carolina Herrera)

A novidade? Estampas vintage e pitadas de preto nos vestidos! Quem curte?

(Carolina Herrera)



(Carolina Herrera)

Esse post é especial para todas as noivas que se casarão por esses dias e em 2011.

Um beijo, boa sorte e nada de ficar e deixar todo mundo ao redor louco de estresse! Ok?

Marchesa













Oscar de la Renta












Carolina Herrera








Vera Wang





terça-feira, 26 de outubro de 2010

Coco Rocha em Nomad

Tem coisa mais Russa e mais linda que esse ensaio?
Sério, superadorei!

Com o tema Nômade, ensaio feito para a revista Harper's Bazaar Russa, edição novembro de 2010, a modelo canadense Coco Rocha posa para Alan Gelati, sob o estilo de Alaverdian Natalia.
















terça-feira, 19 de outubro de 2010

O RDesignCe, por Bruno Santana

Por que eu juro que eu tentei, mas nenhum texto vai explicar melhor o que foi o evento do que este aqui. Pelo olhar do encontrista, claro.

Por que mais do que pra vida acadêmica um encontro de estudantes de Design é importante pra vida na sua totalidade.
Amigos feitos, outros encontrados (porque de tanto que vira parte de você, você só se pergunta: Onde que você tava esse tempo todo que nunca te achei?). 
Enfim, experiências que valem mais que ouro, valem TODO O MEU TESOURO!
Só restam saudades e expectativas para os próximos encontros e reencontros!



Neste RDesign Ceará eu descobri que…

Eu já posso escrever um novo Kama Sutra, com infinitas possições para dormir num banco de micro-ônibus; O Rio Grande do Norte é um estado que não acaba nunca; Mossoró é a cidade brasileira que fica mais próxima do inferno; Todos os meus problemas podem ser resolvidos se eu fizer contato com a Produção através do meu ponto eletrônico; Eu não sou uma pessoa Ryca! Sou emergente. Ryca é Betânia; Quem ainda não sabe fazer mitose perde boa parte do evento; Fazer xixi no banho é coisa do passado. A tendência é fazer cocô; óculos verdes sem lentes combinados ao sobrepeso afetam o bom senso e a noção de ridículo; Pessoas do Ceará são adaptáveis; Dormir é para os fracos, para isso existe o patrocínio da Red Bull; Eu tenho um pé no Pará e outro na Bahia; Paquerar jogando Twister não funciona; Um palco + música de piriguetagem + um DJ bicha = pessoas querendo tirar a roupa; Sapatões caminhoneiras não têm problemas em mostrar os peitos em público; Enquanto alguns homens tem problemas com ereção, outros não tem vergonha de mostrar sua saúde sexual em público; Tudo pode servir de pole dance, inclusive membros da CORDe; É o tchan ainda mexe com a libido das pessoas; Skol é a cerveja que desce redondo, mas Kaiser ajuda a fazer o mundo girar; Quando a recompensa é cachaça, num instante as pessoas acham a rapadura que estava perdida; Eu não sou o único que sensualiza em cima do freezer; A Lady Gaga fez aniversário durante esse RDesign, e ela estava lá; Dormir na escada que o vento abunda, no ponto de encontro, pode gerar fotos contrangedoras; Se hoje em dia o mundo é gay, o universo dos designers é transexual; Para meninas fazerem xixi vale tudo, inclusive uma barreira de bichas segurando uma lona e dançando Gang do Samba; Pra quê ir pro SWU, se em Fortaleza as pessoas também se sentiam em Woodstok, mas ouviam Funk?; Se você não sabe brincar de “Tempera o coleguinha” não suba no palco com uma caixa de leite condensado; As últimas festas nesses encontros, sempre são as mais divertidas; Pessoas de Biologia tem problemas em seguir setas; Mais do que nunca, os encontristas acampantes se sentiram membros do MST; Todos querem ser travestis; RDesign é que nem carnaval, eu sempre arrumo uma paixão que não vai dar em nada; Eu disfarço ressaca com bom-humor de manhã cedo; todo dia eu levava uma cantada de um pokemon não-evoluído diferente. Mas a coisa mais importante que eu descobri, foi que esse encontro foi o melhor de todos da minha vida. Graças ao esforço e o trabalho indefectível dessa CORDe linda! Parabéns e muito obrigado a todos. Ano que vem a gente se vê em Caruaru!

Bruno Santana (@bruusantana)
Caruaru-PE
http://lasttrack.tumblr.com/
sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A estética e a moda japonesa

Há muito tempo que venho buscando conhecer mais a fundo a estética explorada pelos estilistas japoneses. Estética essa misteriosa, vanguardista e acima de tudo, curiosa. Estética exótica e trabalhada por efeitos tridimensionais, muitas vezes se utilizando de materias inovadores e formas soltas.



(Kenzo)


Nos trajes japoneses, é fundamental a ampliação do tecido. Como os quimonos, traje tradicional japonês, que não marcam ou revelam as formas do corpo por completo.



(Rei Kawakubo)

Ocultar o corpo, procurando um espaço ao seu redor. Contestar a distância ou igualdade entre os sexos. Priorizar materiais inusitados ou formas estranhas. Tecido e corpo deixam de brigar entre si. Esses são aspectos recorrentes quando observamos e comparamos as propostas para o vestuário da maioria dos estilistas orientais.



(Issey Miyake)

Assim sendo, resolvi fazer um ESPECIAL dos 4 estilistas japoneses que mais obtiveram sucesso com as suas criações no circuito da moda mundial.



(Yohji Yamamoto)

Batam palmas para àqueles que libertaram a moda da funcionalidade de fazer todas as peças da mesma maneira!




Kenzo, o mais "ocidental" dos estilistas japoneses, abriu a sua primeira loja na capital francesa em 1970. As suas roupas coloridas e ao mesmo tempo, com detalhes inusitados, refletiram muito bem o imaginário da década dos hippies. Com um vestuário alegre, mas super elegante, Kenzo foi o primeiro estilista japonês a invadir a moda européia.




O sucesso foi grande já que Kenzo sabe misturar como uma mágica influências tradicionais, étnicas e folclóricas de várias culturas ao mesmo tempo. Os padrões florais grandes e os tecidos finos são a cara da marca Kenzo.





A verdade é que não demorou muito para o resto da turminha (hoje, um grande grupo) chegar e causar geral na moda tradicional de Paris.




Rei Kawakubo, a estilista criadora da marca "Comme des Garçons" exibiu pela primeira vez o seu talento ao mundo (com um desfile em Paris) no ano de 1981. Com um vestuário de aparência "estranha", de aspecto desgastado e silhueta desconexa, Rei deixou todos os fashionistas intrigados.

A Comme des garçons é conhecida por desconstruir a imagem da roupa. Logo na sua primeira coleção exibida em Paris, Rei Kawakubo deixou claro que jogaria com a brincadeira e criação de formas amorfas + cores monocromáticas. Mesmo sendo o alvo constante de críticos da moda, a estilista japonesa alimenta o nosso desejo pelo novo e faz a roda girar com um punhado de contestação. Podemos chamar a sua estética de escultural, espacial, pois sempre as concebe como uma verdadeira obra arquitetônica, mesmo que para isso, deixa uma costura aparente aqui ou um acabamento mal feito ali.









As suas coleções são ricas em texturas complexas, a sua linha é minimalista, com ênfase forte nos cortes assimétricos e cores monocromáticas. Ocidente e Oriente se confudem nas suas criações que costumam ser poéticas por desafiarem o tempo e a época em que são elaboradas.





Yohji Yamamoto apoia toda a sua criação nas brincadeiras com o corpo humano. A sua ênfase é no tecido, explorado através de formas simples e eficazes. De estética tranquila e roupas volumosas, Yohji demonstra ter uma profunda sensibilidade humana.









Issey Miyake é considerado o artista da moda no Japão e no mundo. Seus looks são construídos através de formas geométricas e esculturais. O seu trabalho com tecidos inovadores e técnicas artesanais é aguardado a cada temporada. Seu foco é nas fibras e nas brincadeiras de plissados, drapeados, dobraduras e afins: qualquer semelhança com a técnica japonesa dos origamis não é mera coincidência.









Issey possui uma força de expressão fora do comum e busca através de sua moda ressaltar os questionamentos contemporâneos.

O mais interessante é que ele não deixa claro a função exata de muitass peças de roupa que cria, dando espaço para a subjetividade e incluindo o seu consumidor no processo de criação.

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Construções abstratas, fora de convenções, modismos, apego ao tempo ou aos fatos cotidianos. Tradição, naturalidade.

Esse é o Japão.

Imagens: Reprodução
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