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segunda-feira, 29 de março de 2010
A Belle Époque - Jacques Doucet, Paul Poiret e Mariano Fortuny
Escrito por Jade Maranhão. Estudante de Moda, Arte e Fotografia. Fã de artesanato e sem muita vergonha na cara. Seu cabelo muda todo mês e rói as unhas. No twitter é @jademaranhao|
Esse post faz parte da série de posts das Segundas-Feira "Moda Do Século", baseado no livro de François Baudot, visando entender a Moda do nosso tempo. Para acompanhar é só clicar na Tag Moda do SeculoJacques Doucet (1853-1929)
Francês. Nasceu de Família rica, desejou a vida inteira vestir as mulheres mais elegantes.
Usou sem dó botões de luxo, langeries, rendas, cambraias frias. Fazia camisas sob medida em teecidos leves, vaporosos e translúcidos. Se deu ao luxo de reservar para as atrizes da época seus modelos mais cobiçados, e desfilá-los em grande luxo nos teatros da época. Foi o ultimo estilista a vestir aquela nobreza já em decadência.
Grande apreciador e colecionador de arte, manteve estreita amizade com grandes nomes como Duchamp, Breton, Aragon e Reverdy. Até "A encantadora de serpentes" de Rousseau e "Les demoiselles d'Avignon" de Picasso estiveram na sua coleção.
Foi ele quem proporcionou a Paul Poiret, de quem falaremos á seguir, sua primeira chance.
Francês. Trabalhou na Maison de Doucet como Desenhista e foi assistente de Worth, manteve o vestuário da época em constante evolução. Essa visão de futuro que hoje a gente vê na maioria das grandes marcas foi alcançada por Poiret.
Poiret se tornou famoso por libertar as mulheres espartilhos, propondo uma silhueta mais solta baseada nas formas da art-deco. Com sua visão, foi o primeiro fashion designer moderno. Nos vestidos, casacos e acessórios lançados por ele há quase cem anos estão as origens de muitas coleções da alta-costura de hoje. Com muita sensibilidade também para o marketing, Poiret foi o primeiro costureiro a pôr sua marca em perfumes, cosméticos e objetos de decoração.
Ele admitia que não sabia costurar e por isso não tinha como controlar toda a sua criação. Apaixonado por pintura, ele foi o primeiro a usar a arte moderna para representar suas criações. O sucesso de Poiret está muito ligado à sua mulher, Denise, uma moça do interior com quem ele se casou em 1905. Ela foi sua musa, diretora de criação de sua maison e, principalmente, a melhor modelo para divulgar suas roupas.
Poiret perdeu sua posição de rei quando a alfaiataria as cores sóbrias de Coco Chanel entraram em cena nos anos 20. Reagindo contra a nova moda que dava à mulher um jeito de menino, em 1922 ele apresentou vestidos inspirados nas últimas décadas do século 19. Seus assistentes e suas clientes começaram a debandar para outras maisons e, endividado, ele teve de vender suas empresas.

Mariano Fortuny (1871-1949)
Pintor, fotógrafo, cenógrafo, inventor, escultor, artista plástico e estilista. Mariano Fortuny, um dos principais nomes da moda no final do século XIX e início do século XX. Ele produzia suas próprias tintas e pincéis, e inventou a luminária Fortuny Dome, criando a iluminação indireta e difusa , que a mãe daquela luz de estúdio que os fotógrafos tanto precisam.
Fortuny percorreu o mundo atrás de novos conhecimentos.Em viagens ao Oriente, descobriu tecidos, trabalhou com tintoreiros italianos até passar a produzir as suas próprias cores para a seda. Sempre deixando transparecer seu lado escultor, inventou a máquina de plissar seda e, depois de uma passagem pelo mundo do teatro, se interessou por figurino e pelo estilismo.
Usando técnicas de estamparia consideradas ultrapassadas, criou algumas das cores e efeitos mais diferentes do mundo da moda, tendo como inspiração o Oriente, turcos, árabes, cerâmica moura, o trabalho do pintor Rembrandt e do compositor Wagner.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
McQueen - Pra sempre na história
Escrito por Jade Maranhão. Estudante de Moda, Arte e Fotografia. Fã de artesanato e sem muita vergonha na cara. Seu cabelo muda todo mês e rói as unhas. No twitter é @jademaranhao|
Ontem foi o dia de toda a blogosfera fashion lamentar a morte de McQueen. Quando a notícia caiu no twitter, não se twitava mais outra coisa. Foi o dia inteiro. Hoje é a vez do Morangos fazer sua singela homenagem.
Não, não é atraso. Mas é que por conhecidência eu e a May estamos desenhando uma coleção que tem muitas referências desse gênio aí. Tem um painel de inspiração imenso bem na minha frente, colado na minha parede, com infinitos modelos dele.
Acho que ainda não caiu a ficha.
Segundos os vários sites de noticia que espalharam a má nova, o estilista foi encontrado em seu flat em Londres com indícios de enforcamento. Dias atrás McQueen perdeu a mãe, e há alguns meses sofreu com o suicídio da Isabella Blow, para quem teria dedicado sua coleção de primavera de 2008.
Na próxima semana, o estilista apresentaria sua nova coleção na semana de moda de Londres e, em 9 de março, na fashion week,
A moda perdeu um grande criador e ganhou um ícone.
E ao invés de encher o blog de imagens, seguem dois dos meus desfiles preferidos em vídeo e uma rápida retrospectiva.
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